Curiosidades: Brasil constrói torre gigante na Amazônia para medir alterações climáticas


Uma torre de mais de 300 metros está sendo construída no coração da Amazônia. Ela será responsável por coletar dados sobre a quantidade de dióxido de carbono processado pela floresta amazônica e também analisar o impacto das mudanças climáticas na região. O projeto é uma parceria do Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia (INPA) e o Instituto Max Planck, da Alemanha.
Chamada de torre ATTO (Observatório de Torre Alta da Amazônia, em tradução do inglês), o projeto é baseado em uma outra torre similar, erguida há alguns anos na floresta boreal siberiana, outro ponto de grande concentração de gás carbônico na vegetação. Ambas as torres devem trazer uma medição mais precisa de quanto carbono essas florestas “respiram” anualmente.



Porém, isso não é tudo, já que, para garantir a longevidade da pesquisa, os cientistas brasileiros propuseram melhorias ao projeto realizado na Sibéria. A torre ATTO, medindo 325 metros, deve monitorar initerruptamente, durante 20 a 30 anos, as interações entre atmosfera e floresta, usando para isso instrumentos de alta tecnologia. Serão medidas trocas gasosas e reações químicas no ar, além de análises de dados sobre calor, umidade e formação de nuvens.
Quando estiver pronto, o observatório deverá ser o mais completo do tipo no mundo. “Pretendemos, em longo prazo, medir os efeitos das mudanças climáticas globais na região amazônica, por meio das medições das interações entre a atmosfera e a biosfera. Com isso, a torre se tornará referência mundial em pesquisas sobre florestas tropicais úmidas”, comentou Antonio Manzi, do INPA.

Caminho difícil

O projeto de cooperação científica teve um investimento total de R$ 20 milhões, dos quais apenas R$ 7,5 milhões foram destinados à construção da torre e compra de materiais. A maior parte do dinheiro foi usada para implantar uma infraestrutura no local, a fim de viabilizar o projeto, da manutenção de trilhas e estradas até a criação de um alojamento para os pesquisadores.



Só com uma certa melhoria do acesso à região o projeto pôde ser levado à frente. A San Engenharia, do Paraná, foi a escolhida para ser responsável pela obra, que começou efetivamente no último dia 16 de agosto. Antes disso foi preciso levar todo o material de Curitiba até São Sebastião do Uatumã, no Amazonas.
“Tivemos que vencer uma logística impressionante, pois tivemos que trazer as peças da torre por estrada e por rio até a Reserva do Uatumã. Fora isso, tivemos também as dificuldades de transporte dentro da reserva, pois a estrada estava intrafegável por conta da chuva”, conta Sérgio Alves do Nascimento, representante da empresa.
Quatro torres menores, de 80 metros, deverão ser construídas ao redor do observatório, para ajudar nas análises das medições feitas pela ATTO. A previsão de entrega do projeto, que se iniciou em 2007, é em novembro deste ano.



Curiosidades: NASA vai construir o foguete mais poderoso do mundo até 2018


Autoridades da NASA aprovaram nesta quarta-feira (27) o projeto de desenvolvimento do Space Launch System (SLS), um foguete de grande porte com objetivos exploratórios que pode levar seres humanos para fora da órbita da Terra e até para Marte.
O "positivo" para esse programa de formulação, desenvolvimento e construção do veículo é o primeiro desde o mais famoso ônibus espacial da agência (o Space Shuttle).
Tendo como objetivo ser "o foguete mais rápido do mundo", o SLS terá como primeiro teste levar uma pequena nave não tripulada, a Orion, até a órbita do planeta. Plenamente construída, ele deve levantar veículos de 143 toneladas.


Os engenheiros da NASA já estão montando algumas partes do foguete, como os propulsores RS-25, usados no Space Shuttle original. O programa completo pode custar até US$ 7 bilhões e tem como meta ficar pronto até novembro de 2018, mas uma nova e crítica revisão do projeto ainda será marcada.


Curiosidades: NASA falha em religar sonda que estava no espaço desde 1978


Um projeto da NASA que movimentou um crowdfunding de US$ 160 mil e a paixão de diversos cientistas saudosistas acabou de forma triste: a agência divulgou que não será possível religar e reconduzir ao trabalho uma sonda espacial que estava há mais de 40 anos na órbita solar.
A ISEE-3 foi lançada em 1978 para medir os ventos solares, mas foi "aposentada" em 1997 após ficar cada vez mais longe de sua órbita heliocêntrica. Em 2014, veio a ideia de tentar reativá-la: a NASA deu permissão a uma equipe para enviar comandos que tentassem religá-la.
Quase renascida das cinzas
A ideia era deixar a ISEE-3 trabalhando novamente ou fazer com que ela caia na Terra, mas tudo foi por água abaixo no segundo teste: não houve aceleração ou resposta dos motores e não foi possível alterar a trajetória da sonda. Quando o alcance da comunicação entre ela e a agência estiver baixo, os sistemas do módulo serão desligados.

Em um teste anterior, parte da queima dos propulsores aconteceu, o que animou os cientistas. Desta vez, o novo fracasso trouxe a teoria de que aquilo pode ter sido um resíduo de material que ainda sobrou de quando a sonda estava em atividade, e que novas tentativas seriam igualmente inúteis.
Agora, a veterana ISEE-3 continuará "forever alone" em um ponto distante da galáxia — até chegar ao seu destino trágico e ser esquecida até pelos criadores




Curiosidades: Engenheiro da NASA promete criar um robô gigante que faz malabarismo



A ficção científica, os seriados japoneses e os quadrinhos de super-heróis estão cheios de robôs gigantes. Em filmes como Pacific Rim, vemos pilotos especiais utilizando estes colossos metálicos como extensões do próprio corpo, reproduzindo os movimentos humanos com precisão “biônica”. Para o antigo engenheiro de propulsão da NASA, Dan Grannet, um robô gigante é uma possibilidade real e ele está procurando patrocinadores para financiar seu Bugjuggler, um malabarista de carros com 20 metros de altura.
Pode parecer loucura, mas o robô de Granett será criado a partir de uma base fixa e resistente de duas “pernas” metálicas, um corpo e uma cabeça onde estarão os motores e os mecanismos de controles e dois braços extremamente articulados capazes de se mover e fazer malabarismo com fuscas de 800 quilos. Esta “maravilha” será controlada por uma pessoa utilizando luvas computadorizadas que simularão o que o robô segurar em tempo real. Tudo isso será realizado em frente a uma plateia, como um show performático, seguindo as devidas medidas de segurança.
O financiamento do Projeto
Por enquanto, o Bugjuggle é tão somente uma ideia, mas Grannet e seus colaboradores acreditam no projeto e que ele pode gerar lucro para as empresas interessadas. Apesar disso, eles estimam que o custo da construção gire em torno de 2.3 milhões. Pode parecer um preço alto, mas segundo o engenheiro, este é um valor bem baixo para o tipo de coisa que as grandes corporações estão acostumadas a financiar. Outro benefício que o doador do projeto receberia seria a oportunidade de pilotar o robô, tanto de uma distância segura, quanto do cockpit localizado na cabeça da criatura.

Na busca para conquistar este sonho, Grannet e seus colaboradores decidiram investir em um site de crowdfunding, revelando ao mundo algumas imagens e vídeos que explicam exatamente como o grande robô vai funcionar. Para eles o Bugjuggler deveria ser instalado em uma arena semelhante aquelas utilizadas por caminhões monstros ou estádios de futebol. Um lugar com ampla capacidade de pessoas e com a distância e a segurança necessárias para o público.
Grannet está confiante que o robô pode ser construído em um período curto, algo que dure em torno de oito meses até um ano de trabalho com a tecnologia atual. De acordo com o engenheiro, todos os componentes necessários são bem comuns: uma série de materiais hidráulicos, um motor a diesel, uma grande peça central em aço e luvas computadorizadas capazes de dar um feedback para o operador humano. “Tudo isso já está bem estabelecido dentro dos parâmetros tecnológicos atuais”, diz Grannet que está construindo um protótipo do BugJuggler com dois metros de altura para provar que ele pode ser construído.
Sobre os patrocinadores mais desejados, Grannet diz que ele gostaria de ver a Red Bull, Elon Musk e Richard Branson como parte de seu projeto. “Eu até mudaria o design do Bugjuggler para ganhar a aprovação do Musk, utilizando um motor elétrico com baterias no lugar do diesel”, diz o engenheiro acerca do dono da Tesla Motors, os maiores produtores de carros elétricos do mundo. “Desta maneira você teria um robô movido a eletricidade jogando carros com motor de combustão por aí, como se ele antecipasse o seu fim iminente”.
Os motivos para a construção
Para entender o porquê de um engenheiro aposentado com experiência na NASA e 70 anos de idade decidir dedicar a sua vida a este projeto, você deve compreender a paixão maior de Grannet. Há mais de 20 anos ele está por trás de uma organização sem fins lucrativos batizada de Street Physics, cujo objetivo é construir aparelhos que conservem energia e melhorem a vida das pessoas.
Uma das inovações resultantes deste projeto foi uma turbina que pode ser usada como gerador portátil movido a lixo orgânico, como estrume, restos de comida e etc. Grannet pensou em criar um crowdfunding para este e outros projetos da sua ONG, mas decidiu investir em algo maior e que chamasse mais atenção e que conseguisse gerar um dinheiro constante para ele gerenciar a Street Physics no futuro.
 Qualquer dinheiro que sobrasse de um dos almejados patrocinadores, além da venda de ingressos do show robô gigante, seria usado para aperfeiçoar estes geradores movidos a lixo que são o sonho da vida de Grannet. Quando perguntado, porque a ideia chamariz escolhida foi um robô gigante malabarista ele diz que “esta é uma prática exercida por muitos CEOS importantes. Pelo menos esta é a minha impressão”.



Curiosidades: Agência de defesa norte-americana quer criar "campo de força" impenetrável



Há muitos anos a ideia de um campo de força para proteger pessoas e embarcações inteiras vem sendo explorada na ficção científica. Apesar de isso parecer uma tecnologia para um futuro distante, a agência norte-americana para projetos de pesquisa avançada em defesa ou DARPA, na sigla em inglês, quer criar algo similar a fim de proteger pessoas de elementos balísticos, como mísseis e balas provenientes de armas de fogo tradicionais.
A agência pretende desenvolver algo nessa linha que possa ser portátil. Isso quer dizer que o aparelho teria ter tamanho e peso que permitam o transporte e, ainda assim, poderem ser ativados e desativados quando necessário. Basicamente, eles querem uma ferramenta que caiba na mão de um soldado e que possa defendê-lo em combate, além de permitar ser ligada e desligada a qualquer momento. Qualquer semelhança com o campo de força em forma de bolha de Halo 3 não é mera coincidência.
As pesquisas para esse tipo de dispositivo ainda estão em fase inicial, mas a agência conseguiu traçar seus objetivos de forma que o aparelho possa servir para algumas finalidades além da defesa contra projéteis. Assim, o campo de força poderia ser útil como abrigo em situações pouco hospitaleiras, como em desertos gelados ou secos, e também em locais devastados por desastres naturais.


Curiosidades: Tony Stark da vida real promete levar humanos para Marte até 2026



Considerado uma das figuras mais geniosas e visionárias do mundo da tecnologia, Elon Musk – cofundador do PayPal e presidente da Tesla Motors – afirmou em uma recente entrevista ao jornal NBC que planeja colocar os primeiros seres humanos em Marte até o ano de 2026.
O executivo, que recentemente impressionou o mundo ao declarar que divulgará algumas de suas patentes para a fabricação de carros elétricos, sempre deixou bem visível a sua vontade de colonizar o Planeta Vermelho o mais rápido que pudesse. Musk também é diretor da SpaceX, companhia de transporte espacial que vem se dedicado a desenvolver foguetes modulares e reutilizáveis ao longo dos últimos anos.
“Eu estou confiante que as primeiras pessoas possam ser levadas para Marte em 10 ou 12 anos. “Mas o que importa a longo prazo é ter uma cidade autossustentável no planeta, para criar vida multiplanetária”, comenta. Recentemente, a SpaceX anunciou o desenvolvimento da Dragon V2, espaçonave mais cotada como o veículo que futuramente poderá nos levar para o astro rubro.
 Temendo os robôs inteligentes
Na mesma entrevista, Musk também revelou temer o avanço das pesquisas na área de inteligência artificial. O executivo afirma que “está de olho” nesse segmento e que o próprio guarda um perigo em potencial. “Existem vários filmes sobre isso”, comenta, citando “O Exterminador do Futuro” logo em seguida.
Ainda que temeroso em relação a computadores tão inteligentes quanto humanos, Elon recentemente investiu parte de seu dinheiro na Vicarious, uma companhia focada no desenvolvimento de um novo algoritmo capaz de criar uma inteligência artificial perfeita. A empresa também conta com o apoio de Mark Zuckerberg, Ashton Kutcher e Jeff Bezos (CEO da Amazon).






Curiosidades: NASA descobriu novo planeta habitável



A NASA confirmou nesta segunda-feira (02/06/2014), a existência de um planeta na zona orbital habitável do sistema planetário Kepler 22, a 600 anos-luz da Terra, no qual poderá haver condições para a formação de água em estado líquido.

Com esta descoberta, sobe para três o números de planetas fora do Sistema Solar em zona orbital habitável.
Segundo as agências internacionais de notícias, é a primeira vez que a agência espacial norte-americana confirma a existência de um planeta numa zona orbital habitável fora do Sistema Solar.

A zona orbital habitável é a região perto de uma estrela que tem as temperaturas adequadas para que exista água líquida, principal componente da vida no 'planeta azul'.

O novo planeta, Kepler 22-b, detectado pela sonda com o mesmo nome, é maior do que a Terra, mas desconhece-se ainda a sua composição.
Para os cientistas, no entanto, está cada vez mais próxima a descoberta de um planeta parecido com a Terra. 

O Kepler 22-b orbita em 290 dias uma estrela semelhante ao Sol, ainda que menor e fria.
Lançada em Março de 2009, a sonda Kepler tem por missão procurar planetas-irmãos da Terra susceptíveis de ter vida, observando mais de cem mil estrelas parecidas com o Sol.

Durante dois anos foram identificados 2.326 candidatos a planetas, dos quais 207 com um tamanho aproximado da Terra e 680 com dimensões maiores.

Em maio, o Centro francês de Investigação Científica anunciou que um dos planetas que orbita a estrela-anã Gliese 581 poderá revelar-se 'habitável', com um clima propício à presença de água líquida e de vida.

Já em Agosto, astrónomos suíços confirmaram a existência de um outro exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) em zona orbital habitável, o HD 85512b.


Curiosidades: Como parar um carro que está a 1.600 km/h?



É comum vermos notícias sobre a busca da produção do carro com o motor mais poderoso do mundo. Mas e em relação aos freios mais potentes? Bem, nesse caso as notícias são menos frequentes, mas isso não significa que não existam engenheiros querendo fazer com que esses sistemas sejam melhorados. Um ótimo exemplo disso está no Bloodhound SSC, um carro britânico projetado para chegar aos 1.600 quilômetros por hora.
Depois de atingir essa velocidade, os carros precisam ser frenados e isso significa que sistemas de altíssima qualidade precisam ser anexados ao veículo. E no Bloodhound SSC isso pode ser visto de diversas maneiras. No vídeo postado acima, você pode conferir alguns dos testes que estão sendo feitos para a produção dos freios, sendo que eles ainda não estão sendo executados com a potência máxima que será necessária.
O Bloodhound SSC também terá paraquedas e freios de ar que terão o papel de levar o carro até a velocidade de 260 quilômetros por hora. Depois disso entram em cena os freios mostrados no vídeo, que precisam agir rápido para parar as rotações das rodas, que nessa velocidade devem estar com cerca de 10 mil RPM.

 

Cientista: Carl Sagan

Carl Sagan
Carl Edward Sagan, nasceu na cidade de Nova York em 9 de novembro de 1934 sendo filho de Rachel e Samuel Sagan (Um alfaiate oriundo da Rússia). Desde a infância se interessou pelo céu e pela astronomia, para a felicidade de seus pais logo procurou por livros se informando na biblioteca mais próxima de sua casa, essa "incursão" abriu as portas da ciência e do conhecimento para o jovem Sagan.
Carl Sagan (junto com Einstein) é considerado o cientista mais popular do século XX, isso se deve ao seu estilo de propagar o conhecimento científico, ele explana sobre complexos temas científicos de um modo simples e inteligível sem menosprezar a capacidade de compreensão do seu público, geralmente o leitor. Isso ficava evidente em suas palestras dirigida ao público em geral, em seus livros científicos e até em seu modo de conversar.
Sagan lembra que uma de suas melhores experiências foi quando ele tinha quatro ou cinco anos de idade, e os seus pais o levaram para a 1939 World's Fair (Feira Mundial de 1939), em Nova Iorque. As exposições desta feira tornaram-se um marco em sua vida. Ele recordou mais tarde sobre ter visto lá uma exposição chamada "America of Tomorrow" (América do Amanhã): O mapa continha belas estradas e alguns poucos carros da General Motors, todas as pessoas caminhando, e ao fundo vários arranha-céus, edifícios lindos, segundo ele, aquele momento estava ótimo! Em outras exposições, lembrou-se de ter visto uma lanterna brilhar em uma célula fotoelétrica. Ele também testemunhou a tecnologia do futuro da mídia que iria substituir o rádio: A televisão! Sagan escreveu:
Claramente, o homem realizou maravilhas de um modo que eu nunca tinha imaginado. Como poderia um tom tornar-se uma imagem e luz tornar-se um ruído?
Ele também conta que viu um dos eventos mais divulgados da feira, o enterro de uma cápsula do tempo em Flushing Meadows, que continha algumas lembranças da década de 1930 para serem recuperadas por descendentes dos humanos em um futuro milênio. "As cápsulas do tempo sempre excitaram Carl" escreve o biógrafo Keay Davidson. Quando adulto Sagan e seus colegas criaram algumas cápsulas do tempo similares, mas estas foram enviadas para o espaço. Estas cápsulas citadas são a placa Pioneer e o Voyager Golden Record, que foram produto da experiência de Sagan na exposição.
Segunda Guerra Mundial
Durante a Segunda Guerra Mundial, sua família estava preocupada com o destino de seus parentes europeus. Na época, Sagan, entretanto, geralmente desconhecia os detalhes da guerra que estava em curso. Ele escreve: "Claro, tínhamos parentes que foram capturados pelo Holocausto. Hitler de fato não era uma pessoa bem-vinda em nossa casa... Mas por outro lado, eu era bastante isolado dos horrores da guerra". Sua irmã, Carol, disse que sua mãe "acima de tudo queria proteger Carl..." A vida dela estava extraordinariamente difícil lidando com a Segunda Guerra Mundial e o Holocausto.
No livro de Sagan, "The Demon-Haunted World" (O mundo assombrado pelos demônios), de 1996, é incluso suas memórias deste período em conflito, período quando sua família lidava com as realidades da guerra na Europa, mas também tentava impedi-lo simultaneamente de perturbar seu espírito otimista.
Realizações científicas
As contribuições de Sagan foram vitais para o descobrimento das altas temperaturas superficiais do planeta Vênus. No início da década de 60, a ciência nada sabia sobre quais eram as condições básicas da superfície deste planeta, e Sagan enumerou as possibilidades em um artigo que posteriormente foi divulgado em um livro da Time intitulado Planetas. Em sua opinião, Vênus era um planeta seco e muito quente em oposição ao paraíso temperado que outros haviam imaginado. Sagan investigou as emissões de rádio provenientes de Vênus e chegou à conclusão de que a temperatura superficial deste planeta deveria ser aproximadamente 500 °C. Como cientista visitante do Jet Propulsion Laboratory da NASA, participou das primeiras missões do programa Mariner à Vênus, trabalhando com o desenho e gestão do projeto. Em 1962, a sonda Mariner 2 confirmou suas conclusões sobre as condições superficiais do planeta.
Carl Sagan foi um dos primeiros a idealizar a hipótese de que uma das luas de Saturno, Titã, poderia abrigar oceanos de compostos líquidos em sua superfície, e que uma das luas de Júpiter, Europa, poderia abrigar oceanos de água subterrâneos, isto faria com que Europa fosse potencialmente habitável por formas de vida. O oceano de água subterrâneo de Europa foi posteriormente confirmado de forma indireta pela sonda espacial Galileu. O mistério da névoa avermelhada de Titã também foi resolvido com a ajuda de Sagan, cuja explicação foi que a névoa existia devido às moléculas orgânicas complexas em constante chuva na superfície da lua saturniana.
Sagan também contribuiu para o melhor entendimento das atmosferas de Vênus e Júpiter e das mudanças sazonais em Marte. Sagan determinou que a atmosfera de Vênus é extremamente quente e densa com pressões que aumentam gradualmente até a superfície do planeta. Também notou o aquecimento global como um perigo crescente de origem humana e comparou com a evolução natural de Vênus, cujo efeito estufa o tornou descontroladamente quente e impróprio para a vida. Sagan e seu colega da Universidade Cornell, Edwin Ernest Salpeter, especularam sobre a possibilidade da existência de vida nas nuvens de Júpiter, dada a composição da densa atmosfera do planeta, rica em moléculas orgânicas. Sagan também estudou as variações de cor na superfície de Marte e concluiu que não se tratavam de vegetações, ou devido as mudanças sazonais como muitos acreditavam, mas sim ao deslocamento de poeira da superfície causados por tempestades.
No entanto, Sagan é mais conhecido por suas pesquisas sobre a possibilidade de vida extraterrestre, incluindo a demonstração experimental da produção de aminoácidos por radiação e a partir de reações químicas básicas.
Em 1994, Sagan recebeu a Medalha Bem-Estar Público, a maior condecoração da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos por suas distintas contribuições para a aplicação da ciência e para o bem-estar da humanidade. Diz-se que lhe foi negado o ingresso à academia porque sua atividade havia gerado impopularidade ante outros cientistas.
Em suma, Carl Sagan teve um papel significativo no programa espacial americano desde o seu início. Foi consultor e conselheiro da NASA desde os anos 1950, trabalhou com os astronautas do Projeto Apollo antes de suas idas à Lua, e chefiou os projetos da Mariner e Viking, pioneiras na exploração do sistema solar que permitiram obter importantes informações sobre Vênus e Marte. Participou também das missões Voyager e da sonda Galileu. Foi decisivo na explicação do efeito estufa em Vênus e o descobrimento das altas temperaturas do planeta, na explicação das mudanças sazonais da atmosfera de Marte e na descoberta das moléculas orgânicas em Titã, satélite de Saturno. Ele também foi um dos maiores divulgadores da ciência de todos os tempos ao apresentar a série Cosmos em 1980.
Pálido ponto azul
No dia 14 de fevereiro de 1990, tendo completado sua missão primordial, foi enviado um comando a Voyager 1 para se virar e tirar fotografias dos planetas que havia visitado. A NASA havia feito uma compilação de cerca de 60 imagens criando neste evento único um mosaico do Sistema Solar. Uma imagem que retornou da Voyager era a Terra, a 6,4 bilhões de quilômetros de distância, mostrando-a como um "pálido ponto azul" na granulada imagem.
Numa conferência em 11 de Maio de 1996, Sagan falou dos seus pensamentos sobre a histórica fotografia:
“Olhem de novo para esse ponto. Isso é a nossa casa, isso somos nós. Nele, todos os quem amamos, todos os quem conhecemos, qualquer um dos que escutamos falar, cada ser humano que existiu, viveu a sua vida aqui. O agregado da nossa alegria e nosso sofrimento, milhares de religiões autênticas, ideologias e doutrinas econômicas, cada caçador e coletor, cada herói e covarde, cada criador e destruidor de civilização, cada rei e camponês, cada casal de namorados, cada mãe e pai, criança cheia de esperança, inventor e explorador, cada mestre de ética, cada político corrupto, cada superestrela, cada líder supremo, cada santo e pecador na história da nossa espécie viveu aí, num grão de pó suspenso num raio de sol. A Terra é um cenário muito pequeno numa vasta arena cósmica. Pensai nos rios de sangue derramados por todos aqueles generais e imperadores, para que, na sua glória e triunfo, vieram eles ser amos momentâneos duma fração desse ponto. Pensai nas crueldades sem fim infligidas pelos moradores dum canto deste pixel aos quase indistinguíveis moradores dalgum outro canto, quão frequentes as suas incompreensões, quão ávidos de se matar uns aos outros, quão veementes os seus ódios. As nossas exageradas atitudes, a nossa suposta auto-importância, a ilusão de termos qualquer posição de privilégio no Universo, são reptadas por este pontinho de luz frouxa. O nosso planeta é um grão solitário na grande e envolvente escuridão cósmica. Na nossa obscuridade, em toda esta vastidão, não há indícios de que vá chegar ajuda de algures para nos salvar de nós próprios. A Terra é o único mundo conhecido até agora para abrigar a vida. Não há outro lugar, pelo menos em um futuro próximo, para onde nossa espécie possa migrar. Visitar, sim... Se estabelecer, ainda não. Gostando ou não, por enquanto, a Terra é onde temos de ficar. Tem-se falado da astronomia como uma experiência criadora de firmeza e humildade. Não há, talvez, melhor demonstração das tolas e vãs soberbas humanas do que esta distante imagem do nosso miúdo mundo. ‘Para mim, ela sublinha a responsabilidade de tratarmos melhor uns aos outros, e para protegermos e acarinharmos o ponto azul pálido, o único lar que temos conhecimento’ ”.

Existe até uma tirinha com esse texto de Sagan, que pode ser vista com uma boa qualidade neste link.


Retirado de:


Curiosidades: Joystick da Apollo 15 usado para pousar na Lua foi vendido por US$ 610 mil



Um joystick que foi utilizado por astronautas da missão Apollo 15, a quarta que a NASA enviou à Lua, foi arrematado em leilão por impressionantes US$ 610.063. A peça foi guardada como lembrança pelo comandante da missão, David Scott, e fazia parte do módulo lunar que pousou no nosso satélite natural em 1971. O equipamento era o principal meio de controle do módulo e, por isso, alcançou um valor tão alto.
Na verdade, o joystick em questão é a peça que recebeu maior valor em leilão até hoje entre objetos utilizados pela NASA em missões espaciais. Uma luva utilizada por Buzz Aldrin, comandante da missão Apollo 11, tinha sido vendida anteriormente por US$ 61.212. No mesmo leilão, uma parte do módulo da Apollo 15 foi vendida por US$ 126.179, entre outros itens das missões da agência espacial.

A empresa de leilões de Massachusetts, EUA, que vendeu a peça não revelou nome do comprador e nem para o bolso de quem toda essa grana irá. Contudo, o mais provável é que Scott tenha ficado bem rico depois dessa sessão de vendas.

Retirado de (dia 24/05/2014) http://www.tecmundo.com.br/nasa/56056-joystick-apollo-15-usado-pousar-lua-vendido-us-610-mil.htm


Curiosidades: Explosões atômicas mostram que a destruição pode ter seu lado belo


Não é preciso ter um conhecimento aprofundado de história e de tecnologias militares para saber a grande ameaça que as bombas atômicas representam à humanidade. Usado somente duas vezes em operações militares, o armamento faz parte da cultura popular e se tornou praticamente um sinônimo da palavra destruição.
Apesar de o instrumento se mostrar assustador, alguns vídeos compilados pelo site Atom Central provam que há algo de visualmente belo nas gigantescas explosões que resultam de seu uso. Para provar isso, reunimos uma pequena seleção com as explosões mais impressionantes da história acompanhadas por algumas curiosidades relacionadas às suas origens.
Operação PLUMBBOB
Parte do plano de defesa dos Estados Unidos contra ataques estrangeiros durante a Guerra Fria, a Operação PLUMBBOB foi marcada pelo teste de diversos armamentos, seja com o intuito de iniciar sua produção em massa ou com o objetivo de estudar melhorias de design. No vídeo abaixo, você confere uma série de explosões controladas ocorridas durante o ano de 1957.
Grable
Grable é o codinome que o exército dos Estados Unidos usava para o canhão atômico de 280 milímetros que só foi disparado uma única vez na história, durante um teste realizado em 1953 no Deserto de Nevada. Um total de 20 unidades do armamento foi construída, embora nenhuma delas tenha sido utilizada durante uma batalha real.
Castle Bravo
Aquela que possivelmente é a explosão nuclear mais conhecida da história, a Castle Bravo se trata da maior bomba já testada pelos Estados Unidos, apresentando uma potência de nada menos que 15 megatons. O vídeo abaixo mostra com uma resolução surpreendente a gravação do teste, ocorrido no distante dia 28 de fevereiro de 1954.
Teste subaquático
A gravação do evento “Hardtack Umbrella” mostra a capacidade destrutiva de equipamentos nucleares quando empregados em batalhas marítimas. Ocorrida a uma profundidade de 45 metros, a explosão aconteceu no dia 8 de junho de 1958 e produziu uma potência destrutiva de 8 kilotons.
A primeira bomba de hidrogênio
Não eram somente os Estados Unidos que estavam investindo recursos no desenvolvimento de tecnologias destrutivas. Prova disso é o fato de que foram os russos os primeiros a testar com sucesso a bomba de hidrogênio, como você pode conferir através dessa gravação realizada pela extinta União Soviética em 1953.
O poder chinês
Pouco após a União Soviética demonstrar seu poder bélico, foi a vez da China responder exibindo sua própria tecnologia de bomba de hidrogênio. Enquanto a explosão feita pelos russos apresentava potência de 400 kilotons, aquela desenvolvida pelos chineses tinha potencial destrutivo de nada menos que 3 megatons.
Tsar Bomba: destruição inigualável
Para finalizar, não podemos deixar de citar a Tsar Bomba, desenvolvida pela União Soviética, que registrou uma explosão equivalente a 50-58 megatons de TNT — potência 10 vezes maior que a dos explosivos usados durante a Segunda Guerra Mundial. A intenção inicial era usar uma potência de 100 megatons, porém isso não somente iria destruir o avião bombardeiro usado no teste, como provocaria um desastre ambiental irrecuperável.

A gravação, feita a 160 quilômetros de distância da explosão, registra o momento em que a bomba entra em ação a 56 quilômetros acima do nível do solo — quase a metade da estratosfera.


Curiosidades: Veículo de transporte autônomo Black Knight faz primeiro voo com sucesso




O debate sobre o desenvolvimento ou não de drones para fins militares tem sido bastante extenso, principalmente nos Estados Unidos. Muitos desses drones foram concebidos para períodos de guerras e possuem como objetivo se infiltrar no território alheio ou mesmo infringir algum dano, porém o modelo The Black Knight Transformer é diferente.
E você não leu errado não, o nome do veículo é Black Knight Transformer, pois os desenvolvedores se basearam em um dos robôs da série de filmes Transformers, de Michael Bay. O veículo se parece com um tipo de caminhão, só que consideravelmente menor, sendo composto por oito hélices que permitem que o Black Knight voe. Você pode ver mais detalhes do Black Knight em ação logo abaixo:


Produzido pela empresa Advanced Tactics, esse drone-caminhão foi imaginado para ser um tipo de container de transporte, também podendo levar suprimentos e evacuar feridos do campo de batalha de modo rápido, sem ter que enfrentar as irregularidades de um terreno que não é adequado para transporte (como áreas rochosas, rios agitados, lagos, entre outros).
Outro diferencial é que o Black Knight é completamente autônomo, podendo ser operado remotamente por um piloto que está em segurança. É claro que o drone ainda está em fases de testes (e muitas melhorias devem ser realizadas para aumentar o seu desempenho), porém já podemos ter noção de como será tal veículo em campo de batalha. Segundo os desenvolvedores, apesar de o drone poder ultrapassar os 100 metros de altura, ele não voou mais do que 3 metros na demonstração em vídeo por motivos de segurança. 


Físico: Werner Karl Heisenberg


Biografia de Heisenberg
Werner Karl Heisenberg (Würzburg, 5 de Dezembro de 1901  Munique, 1 de Fevereiro de 1976) foi um físico teórico alemão que recebeu o Prêmio Nobel de Física em 1932 "pela criação da mecânica quântica, cujas aplicações levaram à descoberta, entre outras, das formas alotrópicas do hidrogênio".
Juntamente com Max Born e Pascual Jordan, Heisenberg estabeleceu as bases da formulação matricial da mecânica quântica em 1925. Em 1927, publicou o artigo Über den anschaulichen Inhalt der quantentheoretischen Kinematik und Mechanik, em que apresenta o Princípio da incerteza. Também fez importantes contribuições teóricas nos campos da hidrodinâmica de escoamentos turbulentos, no estudo do núcleo atômico, do ferro magnetismo, dos raios cósmicos e das partículas subatômicas. Teve ainda uma contribuição fundamental no planejamento do primeiro reator nuclear alemão em Karlsruhe e de um reator de pesquisa em Munique, em 1957. Muitas controvérsias envolvem o seu trabalho na pesquisa nuclear durante a Segunda Guerra Mundial.
Após a guerra, foi nomeado diretor do Instituto Kaiser Wilhelm de Física, que mais tarde passou a ser denominado Instituto Max Planck de Física. Ele dirigiu o instituto até sua transferência para Munique em 1958, quando foi ampliado e renomeado Instituto Max Planck de Física e Astrofísica. Heisenberg foi ainda presidente do Conselho de Pesquisa Alemão, presidente da Comissão de Física Atômica, presidente do Grupo de Física Nuclear de Trabalho, e presidente da Fundação Alexander von Humboldt.
Carreira Científica
Em 1924 Heisenberg tornou-se assistente de Max Born no centro universitário de Göttingen, transferiu-se para Copenhague, onde trabalhou com Niels Bohr.
Em 1925 desenvolveu a mecânica matricial, o que constituiu o primeiro desenvolvimento da mecânica quântica.
Em 1927 passou a ensinar física na Universidade de Leipzig, onde enunciou o Princípio da Incerteza ou Princípio de Heisenberg, segundo o qual é impossível medir simultaneamente e com precisão absoluta a posição e a velocidade de uma partícula, isto é, a determinação conjunta do momento e posição de uma partícula, necessariamente, contém erros não menores que a constante de Planck. Esses erros são desprezíveis em âmbito macroscópico, porém se tornam importantes para o estudo de partículas atômicas; as duas grandezas podem ser determinadas exatamente de forma separada, quanto mais exata for uma delas, mais incerta se torna a outra.
Em 1932, Heisenberg recebeu o Nobel de Física pela "criação da mecânica quântica, cuja aplicação possibilitou, entre outras, a descoberta das formas alotrópicas do hidrogênio".
De 1942 a 1945, dirigiu o Instituto Max PlanckBerlim. Durante a Segunda Guerra Mundial trabalhou com Otto Hahn, um dos descobridores da fissão nuclear, no projeto de um reator nuclear (ver: Projeto de energia nuclear alemão). Sendo o líder do programa de construção de bomba atômica dos alemães, o que motivou inclusive Niels Bohr a pôr fim na amizade entre eles.
Heisenberg organizou e dirigiu o Instituto de Física e Astrofísica de Göttingen.
Em 1958, o Instituto de Física e Astrofísica foi mudado para Munique, onde o cientista se concentrou na pesquisa sobre a teoria das partículas elementares, fez descobertas sobre a estrutura do núcleo atômico, da hidrodinâmica das turbulências, dos raios cósmicos e do ferro magnetismo.
Participou da 5ª, 6ª e 7ª Conferência de Solvay.
Publicações

Publicou vários ensaios e livros, destacando-se:
Die physikalischen Prinzipien der Quantentheorie, 1930 (Os princípios físicos da teoria dos quanta)
Die Physik der Atomkerne, 1943 (A física dos núcleos atômicos)
Physik und Philosophie, 1959 (Física e filosofia).
Der Ganz und das Teil, 1971 (A parte e o todo)
filme Copenhagen  de 2002 com Daniel CraigStephen Rea e Francesca Annis (de O Libertino (2004) e Duna (1985) narra a vida de Werner Karl Heisenberg).









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